Para comemorar a marca do décimo Rock de Domingo grandes merda escolhi uma banda especial, ou melhor, um músico especial. Inspirado no Podcast RapaduraCast 228 – Jukebox Maestro: Danny Elfman, onde relembrei clássicos da minha infância oitentista e descobri um gênio da música.

“A banda californiana formada em 1972 pelos irmãos Richard e Danny Elfman. Teve vários sucessos emplacados em filmes dos anos 80, como Mulher Nota 1000 e De Volta As Aulas. Seu maior hit foi Stay.” Este deveria ser o início do post genérico wikipidico que eu faria sobre Oingo Boingo mas, este não é apenas um post sobre a banda, é uma homenagem ao maestro Danny Elfman.

Isso mesmo... M-A-E-S-T-R-O! Além de vocalista e compositor das letras e arranjos do Oigo Bingo, Danny Elfman é maestro de trilhas consagradas do cinema e da televisão. Não que eu diminua a banda e enalteça apenas o maestro, pelo contrário! A música Stay, que intitula o post, martelava minha cabeça há muito tempo... Baixei várias coletâneas de rock e trilhas de filmes oitentistas procurando essa canção que ouvia no toca-vinil do meu irmão e não lembrava o título. Eu até cantarolava para minha patroa @alitacontato e para meu comparsa @blogdohugo na esperança de que me dessem uma luz, mas minha qualidade vocal e ritmo não ajudavam muito á ambos lembrar de que canção se tratava.

Dito isso, vocês podem ter uma idéia da surpresa que eu tive em descobrir esta banda AND PLUS o maestro de trilhas de vááários filmes que marcaram a história do cinema. Danny Elfman é um monstro sagrado das trilhas cinematográficas, me arrisco a dizer que não perde em nada para o todo poderoso John Willians. Seu maior parceiro é o diretor pirado Tim Burton, onde estão suas melhores composições para o cinema, entre elas minhas preferidas: Batman, Edward Mãos de Tesoura e o recente e não tão marcante, mas a trilha é do caralho Alice no País das Maravilhas.



“Um dia depois, não me vire as costas, salvemos nós dois, tudo vira bosta!". É com esta frase ilustre que começo nosso “Rock de domingo” de hoje. Deixando claro que @rdorino postador oficial do Rock de domingo me passou a bola hoje, pois esta muito ocupado jogando God Of War III.

Rita Lee Jones, neta de americanos que vieram para o Brasil por não concordarem com os resultados da Guerra da Secessão, foi mesmo, como ela canta, a "ovelha negra" da família. Desde cedo fugia de casa para cantar num grupo formado por amigas, sem que seus pais soubessem. A coisa estourou quando Rita teve um ataque de apendicite num show - e chamaram seu pai.

Prometeu ser boa menina e estudar muito - mas em troca pediu uma bateria, que acabou ganhando. Depois disso conheceu dois irmãos, Sérgio e Arnaldo, e com mais três amigos montaram um grupo que acabou na primeira apresentação. Uniram-se os três e fizeram o "Mutantes" - foi quando Gil os carregou para a Tropicália. Houve protestos de todos os músicos do festival da Record, mas os Mutantes arrasaram com modos roupas e deboche acompanhando Gil em Domingo no Parque.

Por excesso de machismo, o grupo rompeu-se - Arnaldo e Sérgio culpavam Rita Lee por todos os insucessos - culpavam por ser mulher, e por mulher não ter nascido para o rock.

Rita deu a volta e retornou com o Tutti Frutti - que acabou repetindo o machismo dos Mutantes. Deprimida, tentou o suicídio: "Eu estava com muita pena de mim. Uma noite cheguei em casa e, de maneira hollywoodiana, à la Marilyn Monroe, engoli uma porção de comprimidos. Fui apagando. Um amigo arrombou a porta a tempo de me levar para o hospital. Que canastrice, uma grande babaquice. Aí eu parei com essa história de morrer. Hoje quero ser eterna, de preferência. Penso na morte de modo diferente. Acho que ela deve ser um grande orgasmo".

O fato é que não faltaram histórias e loucuras na vida dessa capricorniana futurista, irresistível e bem-humorada. Para Rita Lee, nossa primeira-dama/tia/mãe - e agora avó - do rock, a vida é uma grande brincadeira. É a nossa maior representante do rock, é a maior tradição de São Paulo.
Fiquem agora com algumas das melhores músicas da nossa eterna diva do rock @LitaRee_Real:





O Red Hot Chili Peppers é uma banda estadunidense formada em 1983 na Califórnia, como todos podem perceber em suas letras quase sempre exaltando sua terrinha Hollywood... blá blá blá... Wikipédia... blá blá blá...

O som dos caras é muito PHODA, mistura vários estilos de rock, a banda é deveras irreverente e o bom humor impera nos shows e clipes. Característica atribuída à forte amizade entre os integrantes que se conhecem desde o colégio. No vocal Anthony Kiedis, no baixo Michael "Flea" Balzary, na bateria Chad Smith (sósia do Will Farell) e na guitarra John Frusciante.

Falando em clipes, o Red Hot possui vários na casa dos melhores, como esse que eu posto hoje não tinha nada pra falar da banda, mas tinha que postar o clipe que zoa todos os estilos de bandas de rock desde o rei Elvis Presley até os malditos emos, passando pelo Glam rock do Twisted Sisters e até pelo grunge do Nirvana.


Inspirado pelo Nerdcast 247 – As bizarrices do Rock Pauleira, resolvi retornar 13 semanas depois com o Rock de Domingo em grande estilo: Black Sabbath os pais do heavy metal. A banda da terra da rainha foi formada em 1968 encabeçada por Ozzy Osbourne e Tonny Iommi. Influenciados por Led Zeppelin, Deep Purple e Jimmy Hendrix dentre outros; criaram um som particular, pesado e distorcido que posteriormente foi chamado de heavy metal.

O primeiro álbum saiu em 1970 intitulado Black Sabbath já mostrando ao mundo a que veio, a atmosfera obscura, o som pesado e distorcido sobre letras de assuntos ocultistas e até macabros. O disco seguinte Paranoid prosseguiu e afirmou o estilo da banda, que se manteve nos demais trabalhos, é considerado um dos discos mais influentes do metal. Dentre os clássicos produzidos nestes tempos áureos da banda podemos citar Black Sabbath, Iron Man, N.I.B., Paranoid e War Pigs.

Muitas foram as formações da banda, mas sem dúvida o maior desfalque foi a saída do "Príncipe das Trevas" Ozzy Osbourne que abandonou os vocais em 1977 para seguir carreira solo. O guitarrista Tonny Iommi é o único integrante fixo de toda trajetória da banda, que já teve o recém falecido Ronnie James Dio (1980-1982), Ian Gillan (1983-1984) e Tony Martin (1987-1990) no front do grupo.

Outra curiosidade sobre o guitarrista canhoto Tony Iommi é que ele perdeu as pontas de alguns dedos da mão direita em um acidente de trabalho. Isso o obrigou a usar uma espécie de dedeira de metal para tocar. Esta desvantagem na verdade veio para o bem do rock, pois usando a dedeira Tony conseguia segurar melhor as notas o que o levou a compor riffs cultuados e copiados por inúmeros guitarristas.

A escolha desta semana teve um cunho, digamos, mais histórico e representativo do que por gosto musical. Não que os alemães do Scorpions não mandem bem, pelo contrário! Se você observar, metade das coletâneas Love Metal da Som Livre são compostas por músicas deles. Clássicos do Heavy Metal romântico como Still Loving You, Moment Of Glory, Send Me An Angel e a preferida da minha patroa Rock You Like A Hurricane.

Wind Of Change é mais que uma simples canção: É um hino de libertação do povo germano. Usando nosso DeLorean voltamos ao final da década de 80. Mais precisamente em 1989, quando caiu o muro de Berlim, erguido para separar a Alemanha Ocidental da Oriental. Fruto da Guerra Fria pós 2ª Guerra Mundial. A nação Alemã era novamente soberana, porém ainda não unida por um sentimento de Pátria. Seu povo ainda pagava o ônus da vergonha de seu passado de intolerância, opressão e guerra.

Eis que surge a poesia de Klaus Meine (vocalista) que conclamava seus compatriotas a sobrepujarem os pecados de seus antecessores e construírem um novo país, moldados a partir de novos preceitos morais. Poucas vezes podemos ver a arte interferir diretamente no andamento da história. Wind Of Change pode ter sido apenas uma brisa para os ventos da mudança que varreram a Alemanha, mas a letra refletiu o sentimento de uma nação que pagou seus pecados, se redimiu, se reconstruiu e atualmente figura no ranking das superpotências européias.


Alguém achou esse post meio político demais??? Desculpa! Saiu...

Olá amiguinhos, tranqüilo? Espero que sim, porque eu estou com aquela deliciosa ressaca pós baile do chopp. O Rock de Domingo desta semana, como vocês podem perceber está saindo excepcionalmente na Segunda por motivos de fuso-horário. Mas é feriado, então quem se importa?!

Pela primeira vez escrevo sobre uma banda que eu desconhecia totalmente. Gravei um CD de coletâneas de rock das antigas para minha amada @alitacontato. Muito Creedence, Roxette, Scorpions, Europe, Asia, Journey, Dire Straits, Kansas enfim, o bagulho era fino. Entre um novo clássico e outro, eu e a patroa ficamos fascinados por uma música que eu julguei ser Sex Pistols. Ok eu admito que não tem nada a ver, estava meio possuído pelo Santo Cachaceiro.

Googlando a letra descobri que a pérola pertencia ao Twisted Sister. A única vez que ouvi falar desta banda foi no Nerdcast de Rock. Só o que sabia, é que “se vestiam como travestis aggressive”, nas palavras do próprio Azaghal. Mas foi assistindo o clipe de We’re Not Gonna Take It que eu percebi que, como quase tudo dos áureos anos 80, os caras são tão toscos que dão a volta e se tornam foda pra caralho.

É impressionante como um bando de malucos maquiados como tias velhas, podem parecer muito machos, se valendo do poder do rock ‘n roll e letras fortes de desafio à autoridade. Twisted Sister é para mim, infelizmente, a prova de que só vou descobrir algo bom na música vasculhando o passado. Não se fazem mais roqueiros como antigamente... =/

Aqui o link da Wiki se você quiser saber sobre a história das Irmãs remexidas, chega de blá blá blá. Assistam o clipe:

Sou o mais novo fã de Twisted Sister. Agradeço aos deuses do Rock por ainda me surpreender!

Depois de quatro domingos em estado de hibernação, o Rock de Domingo retorna suas atividades neste famigerado sétimo dia da semana. Com uma escolha que se pode dizer até que óbvia, pois quem não curte um Guns??? Slash, Axl e sua patota conseguem ser carne-de-vaca: conhecidos por toda massa muda AND ao mesmo tempo, venerados por undergrounds e headbangers da vida.

Apesar de fã, incondicional e declarado neste blog, do NIRVANA e do IRON MAIDEM reconheço que os caras do Guns N' Roses tinham tudo nas mãos para ser a maior banda de todos os tempos até hoje em toda minha vida!!! Mas preferências pessoais a parte, lhes afirmo que eles se perderam no caminho.

Um conflito de gênios pode-se dizer: Axl Roses, um dos melhores vocalistas de todos os tempos ao lado de Slash, um dos melhores guitarristas de todos os tempos (ênfase no termo melhor para o Slash) em performances de letras e arranjos nunca antes vislumbrados. Seria perfeito se não fossem os egos em questão (ênfase no termo ego para Axl). Axl se achou o dono da banda, mandando e desmandando, demitindo integrantes á seu bel-prazer. O que resultou na revolta de Slash e conseqüentemente seu pedido de demissão.
A história da banda você cara leitor pode encontrar em qualquer WikiPedia da vida, mas a questão é a seguinte: Guns N’ Roses não é mais o que era sem Slash, não é o que era apenas com Axl, não seria o que era sem Axl e Slash não é grande coisa fora do Guns. Isto meus amigos se chama paradoxo! O Guns foi uma estrela cadente que brilhou muito forte e chegou a cegar muita gente... Mas acabou por se consumir em seu próprio brilho.
O que nos resta é aproveitar os clássicos que povoaram nossa adolescência nos anos 90, a maioria vinda dos álbuns Use Your Illusion:

Domingão, calor do Centro-Oste, Brahma na mão, cá estou para o terceiro episódio do nosso Rock de Domingo! Hoje apelei para os avos do Rock: Jimmy Page (guitarra), Robert Plant (vocalista e gaita), John Bonham (bateria e percussão) e John Paul Jones (baixo e teclado); pela união dos seus poderes eles são o Led Zeppelin.

Sim amigos, aquela banda, da terra da rainha, formada em Setembro de 1968. Teve seu auge na década de 70, tinha músicas enooormes e shows, por sua vez, maiooores ainda. As letras críticas e filosóficas, os solos sofisticados e demorados, somados e toda a psicodelia que eram a marca da banda e do rock progressivo que surgia. Cada filho de Deus que hoje pode ouvir sua banda de hard rock/ heavy metal preferida deve ao menos um mísero obrigado ao Led!

Deixo vocês com o datadíssimo clip de Stairway To Heaven:

A melodia deste Dia do Sol é um tanto quando romântica, mas sem perder o espírito do bom e velho Heavy Metal. E bota bom e velho Heavy metal nisso, pois estamos falando dos imortais maquiados do KISS. Gene Simmons (baixo), Paul Stanley (vocal), Tommy Thayer (guitarra) e Eric Singer (bateria) não são apenas sacerdotes do rock, mas também revolucionários do meio.

Além de claro ajudarem a escrever a bíblia do Heavy Metal, os maquiados transformaram o "rock star way of life" em algo grandioso e muuuito lucrativo. Genne Simmons transformou a banda em uma marca e seus personagens em seus principais canais de propaganda. É possível encontrar todo tipo de quinquilharia com a marca Kiss. Se você hoje pode sair na rua usando a camiseta de sua banda favorita, com certeza deve isso ao Kiss e ao Che Guevara.

Para seu deleite Kiss - Forever:

Especialmente para @AlitaSamara que gostava de Kiss e nem sabia...

É nobres leitores! Domingão, ressaca na cabeça, aquele gosto de meia usada na boca, mas já com aquela Brahma gelada na mão para sobreviver a isso. Nada melhor para começar bem a semana que uma boa dica de música... Seja um clássico das antigas ou um novo sucesso, como a dica de hoje.

Começamos esta tag com "A MAIOR BANDA INDEPENDENTE DO BRASIL, PORRAAA!!!". Os bêbados e pervertidos do Velhas Virgens surpreenderam o mainstreaming ano passado com o álbum Ninguém Beija Como as Lésbicas, que na minha opinião é o melhor disco do grupo. Conta com clássicos-nati-feitos como O Amor é Outra Coisa, Eu Bebo Pra Esquecer e Essa Mulher Só Quer Viver Na Balada que elevaram o patamar da banda de apenas underground para aceita pela mídia em geral, mas sem perder a sua essência.

Nas palavras do próprio Paulão: "A gente toca o Rock'n Roll mesmo, é tudo fora de moda eu sei rock, putaria... Vão se fuder vocês da imprensa que não gostam de Rock'n Roll! Por isso nós temos que botar pra fuder mesmo, porque meu pau é maior que o deles!" Será que eu ouvi um Amém?

No clip abaixo você curte a nova formação na verdade sempre só muda a vocalista declamando a poesia A Última Partida de Bilhar:

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