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Consumo Consciente - Pequenos Gestos Colaboram
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Consumidor consciente busca o equilíbrio entre satisfação pessoal e a
sustentabilidade. O consumo sustentável é um conjunto de praticas
relacionado à aqui...
O sabor das mulheres...
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Atualmente há uma "convenção" de chamar algumas mulheres associando o tipo
com alguma fruta: mulher melancia, mulher pera, mulher jaca, mulher
moranguinho....
Como a gamificação vai tornar o mundo mais legal.
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"Gamificação", um termo desconhecido dos dicionários tradicionais, porém
velho conhecidos dos gamers.
Ok, talvez não o termo em si, mas a atitude e sensação...
Enquanto todo mundo acompanha frenéticamente as notícias sobre a gravação do longa "Faroeste Caboclo", o pessoal da O2 Filmes pegou todo mundo de surpresa enxergando outra possibilidade e divulgou hoje a primeira imagem do filme "Eduardo e Mônica", comédia romântica baseada na música homônima de Renato Russo, imortalizada por seu grupo Legião Urbana.
O longa está sendo produzido a toque de caixa para comemorar o jubileu de prata da música, que esse ano comeora 25 anos e será dirigido por Nando Olival.
Apesar da singeleza da imagem, só de ver a Mônica já me sinto em meio à uma catártica festa hippie =D
/ Pausa: Não vamos discutir aqui as questões antropológicas que levam um homem à assistir à um filme pornô ou se preferirem, contemplar a arte explícita e pós-moderna do coito capturado por uma câmera. Essa questão é por demais freudiana, e merece um post aparte, ok! / despausa
Quem jamais ouviu falar nos filmes de Emanuelle na sua adolescência, queira retirar-se daqui, este não é o lugar de vocês.
Ah, a adolescência, época de ficar acordado nos sábados até tarde com uma mão no pau e outra no controle remoto esperando chegar a hora do "Cine Privé", antiga sessão de cinema da TV Bandeirantes que era quase como um encontro marcado semanalmente com a musa de todos os jovens com hormônios em fúria, Emmanuelle, personagem eternizado pela atriz holandesa Sylvia Kristel no longa erótico da década de 1970.
Visto por mais de 100 milhões de pessoas em todo planeta, o primeiro filme da moça, que abraçou o gênero sendo um dos mais bem sucedidos filmes do cinema francês e tornou-se um ícone da indústria, ganhará uma versão nova e sob um nova ótica: o 3D! YAY!
Legal né? Pois é amiguinho, se você achava que o longa tinha dado o que tinha que dar (ui!) está enganado, pois o produtor Alain Siritzjy viu que o buraco é mais embaixo e já está trabalhando na nova versão do filme. Já foram escolhidas locações na Tailândia e nas Ilhas Seychelles para as gravações e se Onã olhar por nós o papel central do filme (que ainda não tem diretor confirmado) terá nada mais, nada menos que Eva Green. EVA GRREN! PUTAQUEPARIU!
Eva Green (Como se você não soubesse que é ela! =P)
Agente aqui aguarda ansioso, agora a questão que não quer calar é ONDE ver tal maravilha em 3D. Enfim, isso é outro problema, não vamos nos preocupar com isso agora. Pronto, o post acabou, podem endoidar. YAAAAAAAYYYYYY!!!
Para comemorar a marca do décimo Rock de Domingograndes merda escolhi uma banda especial, ou melhor, um músico especial. Inspirado no Podcast RapaduraCast 228 – Jukebox Maestro: Danny Elfman, onde relembrei clássicos da minha infância oitentista e descobri um gênio da música.
“A banda californiana formada em 1972 pelos irmãos Richard e Danny Elfman. Teve vários sucessos emplacados em filmes dos anos 80, como Mulher Nota 1000 e De Volta As Aulas. Seu maior hit foi Stay.” Este deveria ser o início do post genérico wikipidico que eu faria sobre Oingo Boingo mas, este não é apenas um post sobre a banda, é uma homenagem ao maestro Danny Elfman.
Isso mesmo... M-A-E-S-T-R-O! Além de vocalista e compositor das letras e arranjos do Oigo Bingo, Danny Elfman é maestro de trilhas consagradas do cinema e da televisão. Não que eu diminua a banda e enalteça apenas o maestro, pelo contrário! A música Stay, que intitula o post, martelava minha cabeça há muito tempo... Baixei várias coletâneas de rock e trilhas de filmes oitentistas procurando essa canção que ouvia no toca-vinil do meu irmão e não lembrava o título. Eu até cantarolava para minha patroa @alitacontato e para meu comparsa @blogdohugo na esperança de que me dessem uma luz, mas minha qualidade vocal e ritmo não ajudavam muito á ambos lembrar de que canção se tratava.
Dito isso, vocês podem ter uma idéia da surpresa que eu tive em descobrir esta banda AND PLUS o maestro de trilhas de vááários filmes que marcaram a história do cinema. Danny Elfman é um monstro sagrado das trilhas cinematográficas, me arrisco a dizer que não perde em nada para o todo poderoso John Willians. Seu maior parceiro é o diretor pirado Tim Burton, onde estão suas melhores composições para o cinema, entre elas minhas preferidas: Batman, Edward Mãos de Tesoura e o recente e não tão marcante, mas a trilha é do caralho Alice no País das Maravilhas.
Pois é galerinha! Não é que saiu o trailer definitivo de Capitão América – O primeiro Vingador. Aquele filme que conta a história do moleque magricela que sofria bullying dos coleguinhas até que... Encheu-se da vida, tomou bomba, vestiu uma malha colada, pegou um escudo e saiu pela Europa dominada combatendo nazistas.
Desculpem a minha falta de apego pelo filme do ex-Tocha-Humana, acho que o filme pode até ser bom pelo vilão: Hugo Weavingex-Priscila Rainha do Deserto na pele do Caveira Vermelha. Mas é que todas as minhas fixas estão apostadas em Thor. Assistam o trailer de Captain America - The First Avenger e elejam suas preferências:
Só pra constar: @blogdohugo Lanterna Verde sim será uma merda!!!
É amigos, saiu o trailer do remake de Conan - O Bábaro! O cimério antes imortalizado na pele do nosso querido Arnold Schwarzenegger, agora será encarnado por um tal de Jason Momoa(Stargate Atlantis). O trailer é só um teaser e como tal, não revela muita coisa. Tudo bem que ter Schwarzenegger como comparação não é nada confortável, mas confesso que estou animadinho com o filme. Só preciso saber de duas coisas para botar fé de vez... Se vão manter a música tema original que era phoda pra baralho. E se Momoa vai soltar a célebre frase do final do filme original: “Deus, dê-me a vingança ou vá para o inferno!”
O Oscar está mudando. Há anos a premiação não apresentava nenhuma novidade, mas deixava evidente que o lance já não era mais o épico, mas sim ser bom realmente e isso aconteceu em 2009, quando um tal de Danny Boyle venceu por "Quem quer ser um milionário". Juro que nunca tinha prestado atenção nele, até que a história do indiano que participcaiu do show do milhão dos sete véus caiu nas graças do público. Aí que eu vi que realmente é possível contar uma história já batida, de maneira original. Agora em 2011, o cara volta à tona com um filme atípico, apoiado na edição (e que não poupa o expectador) contando novamente uma história deveras conhecida, mas com uma ótica extremamente autêntica, o que falta hoje em dia no cinema, e sem parecer forçado. Algo cansativo, torna-se uma experiência memorável nas mãos de Boyle. #fato
127 Horas é o último dos indicados ao Oscar de Melhor Filme que faltava estrear no país e conta a história real do famoso alpinista Aron Ralston (adaptada do livro “Between a Rock and a Hard Place”), que tem que salvar a própria vida após ficar preso por um pedregulho cai que e esmaga o seu braço, num cânion isolado no Parque Nacional de Utah. Nos cinco dias seguintes, Ralston tem que ganhar coragem para sobreviver com os meios disponíveis, ao mesmo tempo em que é visitado pelas lembranças de amigos e familiares.
Porra, como eu gosto de filmes que nos fazem pensar e admito que 127 horas me deixou arrepiado. Acompanhar os devaneios por demais dolorosos de Aron no filme foi uma experiência interessante e mais que isso foi ver que nossos próprios problemas que pensamos ser tão complicados não chegam nem perdo de como o dele foi. Passamos nossas vidas pensando no que poderiamos ter feito diferente e lamentando nossa luta na rotina chata de ir a escola, acordar cedo, trabalhar, e etc, mas sem pensar que caralhos podem acontecer de uma hora pra outra e que transformariam esses pequenos problemas em absolutamente nada, ao nos deparamos com uma situação-limite como foi a do alpinista.
Talvez o maior defeito do ser humano seja viver a vida sem afirmar os detalhes dela a todo custo e lamentar o que se fez de errado no passado quando é tarde demais. Aron lamentou não ter atendido o telefone quando sua mãe ligou, pensou sobre algum dos erros que cometeu quando já não tinha mais esperanças de ser resgatado e viu a importância das pequenas coisas que passam desapercebidas no dia a dia. Você, leitor, por algum instante já parou pra pensar que talvez, o momento que está passando agora, possa ser o último? Que o destino talvez não te dê mais uma chance de viver novamente um momento que passou? Que viver a vida a todo custo não seja uma tarefa tão árdua assim e que essa talvez seja a sua última chance consertar erros passados e reviver momentos, antes que seja tarde demais? Todos nós passamos grande parte de nossas vidas pensando no "Se..."... E "Se" ele não tivesse esquecido o canivete... e "Se" ele tivesse avisado onde ia... e "Se" ele tivesse dito que amava as pessoas ao seu redor...
Todos temos pedras no nosso caminho e pro cara foi muito mais difícil superar seu obstáculo. Quem de nós teria coragem de fazer o que ele fez? Em 127 horas, Danny Boyle contou a história de um homem só, que teve seu instinto de sobrevicência levado às últimas consequências quando, para se livrar da enrascada em que se meteu, teve que cortar o próprio braço. “Náufrago” e “Enterrado Vivo" já contaram histórias parecidas, e a primeira vista a imagem que temos é de um filme não tão original assim, mas o ritmo acelerado e emocionante que o diretor utilizou fez toda a diferença e deixa o espectador o tempo todo agarrado à tela. Sério, diferentemente dos dois que mencionei ali em cima a montagem de 127 Horas é muito dinâmica, enquanto os flashbacks apresentam um pouco do personagem a fotografia é arrebatadora e cumpre sua função de mostrar um ambiente claustrifóbico e as alucinações vividas pelo personagem, com muita energia num tom leve e fugaz externando uma série de emoções, sem nunca deixar de convencer o público de que realmente o cara está passando por um perrengue daquelas. As tomadas de dentro da garrafa pra termos uma noção de que a água está acabando e a estética publicitária na hora em que ele está com sede e lembra do Gatorade que esqueceu no carro também deram um tom assaz diferente na película.
Mas de que adiantaria tudo isso se o protagonista nos deixasse na mão? Aqui James Franco teve muito carisma e conseguiu colocar o espectador a seu favor segurando quase todo filme sozinho externando as fantasias e delírios de um homem forte, sensível e só (ao contrário de Ryan Reynolds no citado suspense de Rodrigo Cortés que não teve nem um pouco do carisma que Franco teve). O que eu achei mais legal na atuação de Franco foi a maneira que ele conseguiu mostrar a paixão pela vida e a energia que o personagem têm, ou se preferirem a vontade de viver dele. Uma das melhores atuações do ano, mas não sei se levaria o Oscar... talvez não, mas aí vale a divagação. "Quem Quer Ser Um Milionário", venceu oito das dez indicações ao Oscar que teve mas esse ano é certo que o diretor não repita o mesmo sucesso mediante às inúmeras ótimas opções em todas as categorias. O filme é bom, cumpre e vai além o que propõe, foi contado de uma maneira formidável, mas acredito que seja com indicação à “melhor música” por “If I Rise”, escrita pela Dido e composta por A.R.Rahman que ele tenha suas chances de vitória.
Histórias de sobreviventes já eram blockbusters ou bestsellers e continuam presentes, mas tudo vai da maneira que as contam e Danny Boyle conseguiu fazer com que 127 horas não seja apenas mais um filme de superação com imagens e frases de efeito ou "aquele filme em que o cara corta o braço" mas sim uma obra soberba com intensidade que vai prender o espectador do início ao fim. É maravilhoso.
É com muita alegria no coração que venho por meio deste post, compartilhar com vocês, o primeiro trailer de The Hangover 2. Sim, nobres leitores... A seqüência da melhor comédia de 2009. O teaser liberado não diz muito sobre o filme e se apóia sobre citações da mídia sobre o primeiro. Em tese o mínimo que se espera é que a seqüência alcance o original.
O que se tem da sinopse liberada é que nesta nova aventura os amigos irão para Bangcoc para o casamento de Stu. Lá claro se metem em altas confusões que até Deus duvida, parafraseando o narrador da Sessão da Tarde.
Particularmente falando, não sou um fã dos filmes de faroeste, mas tenho uma certa simpatia que nem eu entendo por eles... aliás, entendo sim. Cresci vendo meu pai, os irmãos dele e o meu avô (que são fãs incondicionais do gênero) assistindo John Wayne, Claudia Cardinale, Sergio Leone, Clint Eastwood, Buck Jones, Bill Elliot, Tim McCoy, Robert Redford, entre outros, em histórias cheias de marra, quando os EUA era jovem e seu velho oeste ainda era selvagem e admito que os anti-heróis dali me fascinavam. Certa vez, li uma frase que dizia: "O oeste, qualquer país tem, mas um como os EUA, nenhum jamais terá" e para o cinema, realmente "Velho Oeste" foi uma poderosa invenção que trouxe obras inesquecíveis e que nos fizeram enxergar a epopéia de seus heróis como os homens que realmente foram. Infelizmente, o passar do tempo e o fenômeno de androgenização da juventude estão fazendo essas histórias cheias de idiosincrasias e que marcaram uma geração simplesmente se perderem.
Agora, em 2011, três anos depois do lançamento do totalmente excelente "Onde os fracos não têm vez" (No Contry for old man), os irmãos Coen trazem à tona, mais um filme do gênero que acaba sendo seu porto seguro, o remake de mesmo nome do clássico protagonizado por John Wayne em 1969, "Bravura Indômita". Nele, conhecemos a jovem garota determinada a fazer justiça Mattie Ross (Hailee Steinfeld) quando chega a Fort Smith, Arkansas, em busca do covarde Tom Chaney (Josh Brolin) que teria matado seu pai por duas barras de ouro antes de se embrenhar por território indígena.
Para conseguir perseguir Chaney e o ver enforcado, Mattie procura a ajuda de um homem conhecido como o mais cruel xerife da cidade - o impulsivo e beberrão Rooster Cogburn (Jeff Bridges), que, depois de muitas objeções, concorda em acompanhá-la. Mas o bandido já é alvo do policial texano LaBoeuf (Matt Damon), que quer pegar o assassino e o levar ao Texas por uma boa recompensa.Cada um com sua teimosia e impulsionados por seus próprios código morais, esse improvável trio toma um rumo imprevisível quando se vê envolvido com mal e brutalidade, coragem e desilusão, obstinação e amor genuíno.
Pena que não existem mais heróis como antigamente, não acham? Coragem, teimosia, motivação e espírito heróico é o que falta no cinema hoje em dia. Uma das conjecturas do filme que, pelo menos pra mim, ficou latente é a diferênca visível entre os mocinhos de hoje em dia e os Heróis de verdade, propriamente ditos. Em Bravura Indômita, esta experimentação reside mesmo na necessidade da sutileza, do classicismo pelo “velho”. Cogburn é um homem da lei, mas que age fora dos padrões estabelecidos por ela sendo um agente controverso e beberrão mas que deixa visível que coragem uma de suas virtudes e nos mostra que heróis podem sim ser pessoas que buscam o caminho dos excessos. Os mocinhos de hoje em dia, em todos seus conflitos pessoais e busca pela perfeição, se tornam tão monótonos e chatos quanto olhar a tabela nutricional de uma garrafa de água. #Fato
Como característica dos Irmãos Coen, eles conseguiram preencher o filme com excelentes diálogos. Mas isso por muitas vezes se arrasta, dando a impressão que a história não estava indo à lugar algum. Demora muito para tudo se encontrar e as cenas mais esperadas acontecem de forma simples, sem a emoção, a preparação e a trilha sonora que cresce junto com a emoção que acompanha o àpice do filme.
Um dos grandes desafios de fazer um longa baseado em uma obra já filmada, é que sempre irão aparecer as comparações, mas aqui não tenho como comparar o filme completo com o pouco material que há no youtube do classido de 1969, mas admito que Jeff Bridges está no seu auge (e em sua zona de conforto, interpretando um beberrão), pena que ele sozinho não salva o filme. O talento da Hailee Steinfeld não deu sorte aqui, sendo a menina de lingua afiada e personalidade forte. Impressiona, mas não cativa. O filme teve dez indicações ao oscar e não rejeita a essência dos clássicos do western, mas isso não foi o suficiente. É diferente dos outros indicados que são beeeem mais inovadores. "Bravura indômita" é somente correto. Vai concerteza levar o prêmio por melhor fotografia... o restante atende a expectativa, mas não trás nada de impressionante, exceto a atuação de Bridges.
A dimensão dramática e emocional mesmo vem apenas no final, só que não traz nada de novo ou surpreendente se olharmos todo o conjunto da obra. Cogburn carregando Mattie durante toda a noite, na tentativa de salvá-la fecha com chave de ouro a excelente interpretalção de Bridges e deixa saliente a perseverança e a fé inabalável estampada no rosto do nosso herói e o espírito que motivou o caminho dramático dos personagens. John Wayne recebeu o único oscar de sua carreira por Bravura Indômita e é de se espantar que ele tenha o feito apenas uma vez. Jeff Bridges correspondeu à altura o talendo de Wayne, e eu torço do fundo do coração para que ele ganhe... em vão, pois ao que tudo indica 2011 se tornará mais uma vez um ano em que um protagonista politicamente ganhará, e ponto.
Os caras realmente usaram e abusaram do talento, da uma analizada na roupa, a textura, flagro o olhar??? E como disse @blogdohugo Lançadores de teia estão awesome!!!
Um filme perdido dentro de si, numa espécie de labirinto pós-moderno de sentimentos, felicidades, medos e sexo. Essa é a minha definição da totalmente não ortodoxa e, mais do que b-r-i-l-h-a-n-t-e comédia romântica "Amor e Outras Drogas".
Contradição? É, pode ser, mas calminha aí que eu explico.
O formato das comédias românticas é muito engessado e talvez seja por isso que não gosto delas. O apelo ao drama que muitas fazem na tentativa de fazer você chorar são artimanhas mais do que ultrapassadas hoje em dia, o que as vezes da a impressão que em determinados filmes as produtoras colocam em cheque a inteligência do público alvo, que está cada vez mais exigente e querendo ser surpreendido. Para que uma história realmente consiga comover, não basta só carinhas bonitas que pros espectadores pareçam artificiais (e são) sem que haja a construção dos personagens e nesse ponto o "Amor e Outras Drogas" acertou em cheio, mas exageraram nos elementos em torno da trama de Maggie e Jamie, o que por muitas vezes, deixou perdido o que realmente importava na história. O problema não está na fórmula, mas sim que colocaram coisas demais no filme.
Aqui, Jake Gyllenhaal (O Segredo De Brockback Mountain) é Jamie Randall, um sedutor incorrigível do tipo que perde a conta do número de mulheres com quem já transou. Após ser demitido do cargo de vendedor em uma loja de eletrodomésticos, por ter seduzido uma das funcionárias, ele passa a trabalhar num grande laboratório da indústria farmacêutica. Como representante comercial, sua função é abordar médicos e convencê-los a prescrever os produtos da empresa para os pacientes. Em uma dessas visitas, ele conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma jovem de 26 anos que sofre de mal de Parkinson. Inicialmente, Jamie fica atraído pela beleza física e por ter sido dispensado por ela (tipico pra nós homens), mas aos poucos descobre que existe algo mais forte. Maggie, por sua vez, também sente o mesmo, mas não quer levar adiante por causa de sua doença.
Como mencionei antes, o legal mesmo foi acompanhar como o Jamie passou a entender muito mais sobre si mesmo enquanto descobrimos aos poucos o por que de tamanha aversão por parte da moça ao conceito de romance. Quem disser que não se identificou com nenhum momento do filme está sendo um babaca propositalmente. Sentem o cheiro da polêmica e da discussão calorosa do filme? Vivemos nossas vidas numa permanente "ousadia calculada", que Maggie fez questão de deixar de lado pelo medo de se apaixonar e ser abandonada. Que atire a primeira pedra quem nunca pensou assim ao menos uma vez tentando suprimir a vontade de estar com alguém ou, que se arrependeu por algum momento de deixar de viver uma situação seja ela de amor pleno, ódio, indiferença e porra, talvez a própria vida afinal, por medo. No decorrer da película vemos isso latente em ambos os lados, seja pela parte de Jamie o gélido "don juan" que demora pra se resignar e que não quer compromisso, mas que em dado momento chora, ouve conselhos, briga, e por fim, não resiste em se apaixonar (a cena em que ele quase passa mal pra conseguir dizer que ama ela é assaz)... ou por parte da Maggie, que sabe como ninguém que a chatice tira toda a graça da mulher, se tornando assim o tipo que todo homem procura, mas ignora qualquer ligação estável com alguém por medo, vivendo uma espécia de manual perspicaz próprio em busca apenas de gratificação imediata (aqui tratada pelo sexo casual e sem compromisso), mas sem deixar de lado a vaidade e o cuidado com a beleza, características femininas por excelência. Voilá, uma comédia romântica FODA!
As cenas de sexo fazem muito sentido, até por que foi o sexo que fez com que eles se apaixonassem um pelo outro, com uma importantíssima diferença: as cenas de nudez da maravilhosa Anne Hathaway estão muito naturais e não são tratadas como algo reprimido ou algo forçado que provoque incomodo. Ela está solta e isso deixa mais ainda visível a quimica entre ela e Jake Gyllenhaal (pra quem não se lembra, eles eram casados em O Segredo de Brokeback Mountain). As melhores cenas pra mim, são as em preto e branco em que temos a visão dos protagonistas, enquanto se declaram. Com tudo isso, é de de esperar que o destaque óbvio no elenco seja de Anne Hathaway e se esse ano não ouvesse uma competição tão acirrada, seria de se esperar que ela recebesse uma nova indicação ao Oscar de melhor atriz.
Na adaptação do livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman“, escrito por Jamie Reidy, o diretor Edward Zwick vai a fundo na relação existente entre os médicos e seus pacientes mostrando a indústria farmacêutica em 1996/1997 de forma nua e crua, além das pessoas com Parkinson e isso é um atrativo e tanto, mas eu acredito que seria mais interessante se isso tivesse sido feito em um filme à parte, pois há certos desfechos que, por muitas vezes, dão sensação que estamos vendo dois filmes: um com uma história de duas pessoas que se apaixonam, e outro sobre o mundo dos remédios. Foi aí que ele pecou. O excesso de referências à decada de 90 também foi um vacilo, mas não tão grande.
"O Amor e outras drogas" é um filme muito bom e certamente vai agradar, mas mais do que isso, vai cativar e fazer pensar todos que assistirem (sem excessões) sejam eles homens que por um motivo ou outro se tornam moderadamente ou exageradamente sem culhões com os tombos que a vida dá, e acreditam que é muito mais fácil ir à cabarés apenas pra se roçar nas quengas do que realmente se entregar à uma pequena, ou as mulheres que se acham auto-suficientes, super bem resolvidas, mas no fundo são e chatas pra cacete e que se realmente fossem espertas, saberiam que toda mulher deveria ser um pouquinho Maggie Murdock.
Não sei não pessoal... X-Men sem Wolverine... Sinceramente estou muito mais preocupado se Darren Aronofsky vai conseguir apagar da minha mente o broxante Wolverine: Origens, com seu The Wolverine. Bom, enquanto não sai nada do novo longa do baixinho canadense invocado, fique com o trailer de First Class! Talvez os efeitos visuais salvem o filme...
03 de Junho nos melhores e com certeza piores cinemas! =/
Pra quem é fã do nosso querido e eterno Raulzito aí vai uma boa nova do nosso cinema brasileiro que a cada dia me surpreede mais: "RAUL SEIXAS, O INÍCIO, MEIO E FIM", infelizmente ou felizmente não é um filme (pois acredito que ninguém irá conseguir interpretar o nosso "pastor João") mas sim um documentário com depoimentos de amigos como: Paulo Coelho, Nelson Motta, Tom Zé, Pedro Bial e Caetano Veloso e é claro de suas filhas, ex-esposas e até de sua empregada que trabalhou durante anos para o nosso imortal "maluco beleza". Eu como uma fã incondicional do cara com direito a tatuagem em sua homenagem não poderia deixar de passar esta informação para este público que sabe apreciar a verdadeira importância que este homem teve no cenário da música brasileira e que até hoje mobiliza milhares de fãs enlouquecidos pelas facetas, músicas e letras deste inusitado artista que foi e pra sempre será o maior ícone do Brasil e o meu maior ídolo.
Direção: Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel
Estréia: 14 de Abril de 2011
Fonte: Conversinha de @blogdohugo e @rdorino na hora do almoço com @blogdohugo dizendo que Raul iria ser interpretado por Fiuk (vái tomá no seu c*, sai com Fiuk pra lá!)
Se você assim como eu nos meus 14 anos de idade apostava com os amigos quem conseguia decorar primeiro a música "Faroeste Caboclo" do nosso queridíssimo e melancólico Renato Russo, vai se degustar com esta informação, ééééé caros coléguinhas o direitor estreiante em longas René Sampaio conseguiu este feito após looongas brigas judiciais para conseguir a liberação da letra e adaptar na trama. Foi criado até um site do filme para fornecer informações e onde serão selecionados figurantes para o filme. A produção é da Gávea Filmes e da Globo Filmes e será distribuída pela Europa Filmes, em data ainda não definida, mas aguardarei anciosamente para assistir a mais este feito da nossa dramaturgia.
No elenco principal estão eles:
Fabrício Boliveira como João de Santo Cristo:
Felipe Abib como Jeremias:
E ninguém menos ninguém mais que Isis Valverde como Maria Lúcia:
O ano de 2010 foi decepcionante pra mim no quesito cinema. Me mudei pra Cuiabá e uma das coisas que mais martelavam na minha cabeça durante toda a transição era que eu poderia ver uma quantidade homérica de bons filmes em primeira mão, na sua estréia, mas isso não aconteceu. Não pelo fato de "ir ao cinema", mas pela motivação de que poucos bons filmes, estariam lá a minha espera. Eram projetos caros, muito falados, esplendorosos visualmente, mas que não geraram aquela satisfação. Havia sim bons filmes, mas a maioria era... morno.
Foi chegando a metade do ano, e a situação mudou, até que no fim de 2010 e a mesa virou de tal forma que veio à compensar as frustrações com produções sensacionais, e agora no começo de 2011, somos brindados com ótimos filmes (e realmente, os melhores estão ali no Oscar), mas confesso que Cisne Negro, pra mim foi a maior surpresa de todos, até agora.
Eu não sabia muito bem do que se tratava, apenas sabia que Natalie Portman, uma das minhas Top 10 musas gringas, estaria nele, o que já era uma grande motivação pra assistir. O tempo foi passando e o fato de a moça ganhar o Globo de Ouro de melhor atriz, me fez ter o mínimo de curiosidade e enfim, assisti à esse filme fantástico.
Nele, Natalie Portman é Nina Sayers, uma bailarina de uma companhia novaiorquina. Sua vida, como a de todos nessa profissão, é inteiramente consumida pela dança e, incentivada pela árdua cobrança da mãe (uma bailarina frustrada) Nina ignora até mesmo suas próprias nuances, pela dança, até que Thomas Leroy (Vincent Cassel), decide substituir a bailarina principal, Beth MacIntyre (Winona Ryder), na apresentação de abertura da temporada e Nina é sua primeira escolha. Surge então uma concorrente: a nova bailarina, Lily (Mila Kunis), que deixa Thomas impressionado.
O Lago dos Cisnes, requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa malícia e sensualidade. Nina se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco, porém Lily é a própria personificação do Cisne Negro. As duas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, mexendo com seu psicológico.
A dualidade presente no balé “O Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky é o ponto-chave do roteiro. Nele vemos, não só a interpretação durante a dança, mas o quão complexo é o psicológico de Nina e como toda a sustentação daquela moça inocente, doce, meiga e frágil rui por conta das exigências de Thomas (e dela mesma) para que ela encarne também o Cisne Negro, apelando para a exploração do seu lado obscuro e fazendo-nos refletir sobre os terrenos inexploráveis de nossos anseios e obsessões, afinal, qual a fagulha que acende a chama de nossa coragem pra mostrar realmente quem somos e o que queremos?
Toda essa sustentação dos medos e inseguranças de Nina e a mistura de ficção com realidade, imaginação com verdade, delírio e fantasia com fatos, fazem com que Cisne Negro, se torne o tipo de filme "cospe ou engole". Não tem um meio termo pra definir. Natalie Portman, em uma interpretação magistral, nos mostra o lado anárquico da protagonista em plena desintegração psicológica que, na tentativa de encontrar o lado mais selvagem, pra interpretar o cisne negro, cai em desequilíbro. É a típica moça antissocial, obsessiva, egoísta e capaz, que simboliza a hóstia dos pecados mortais daqueles que não tem o lampejo coragem necessário para serem o que realmente querem e que ficam focados apenas em projeções no horizonte que jamais saberão se são reais ou não. Nina foi lá conferir se sua projeção era real, e nos presenteou com essa obra. PUTAQUEPARIU, UM FILMAÇO!
Original, é isso que o filme é. Culpa do diretor Darren Aronofsky que é um cara que vai até as últimas consequências com seus personagens em sequências interessantes e que dão enfase na jornada pessoal de seus protagonistas, geralmente guiados por uma obsessão. Um filme do cara que eu particularmente achei arrebatador foi O Lutador, que, não por coincidência funciona meio como uma imagem espelhada para o Cisne Negro. Ambos brutalmente naturalistas e psicolóigicos. E não deixando de lado, outra interpretação que vale a fita é a da Mila Kunis. Meu Deus, como ela ficou tanto tempo na surdina. Por alguns instantes a Ucraniana rouba a cena, não só pela beleza, mas pela interpretação. Se não fosse pelas ótimas indicações para atriz coadjuvante, não seria de estranhar que ela estivesse lá, com um adendo FODA para a cena lésbica. YAY!
Natalie Portman está perfeita aqui, e eu recomendo Cisne Negro com todas as forças pra aqueles que querem se surpreender. E pra aqueles que quiserem fazer uma fézinha na moça pro dia 27 de Fevereiro, quando acontece a entrega do Oscar, onde ela está concorrendo como melhor atriz, eu cubro qualquer uma das apostas, E DOBRO! Alguém encara?